26 de junho de 2012

fugir pra beiramar
amarrar a corda da rede e deitar
amortecer minha vida
chamar em clamor,

ta meio difícil
não-reclamar

quero uma muda dança
uma rosa pra cheirar
um buquê

13 de junho de 2012

Hoje não

Não tenho tempo pra me sentir só
não tenho tempo pra me revoltar, ser poeta, gozar, nem escrever a terceira linha

14 de maio de 2012

Quando cantas parece-me patética
quando bradas-me ênclises hifênicas
tu que falas, linguagem vã poética
categoricamente esquizofrênica

a desculpa é pautar-se numa estética
que carrega arbitrária fama edênica
E assim faz anacrônica mil réplicas
que à nossa linguagem são polêmicas

nesta fórmula esdrúxula ainda rimam
muitos loucos e outros a ensinam
como a mais bela língua portuguesa

assim forjam divórcio com o povo
do que tão popular era ao vir novo
esquisita receita sobre a mesa

10 de maio de 2012

esquece...

Esquece esse otário, esse cara
que não te merece
se dói, se moi, mas para
que ele não cresce

que eu posso te dar mais
que eu quero ser capaz
de fazer você sentir paz

Meu bem! Eu sempre te olhava por aí andando
e sempre chorava calado, te desejando

agora...
vem pra cá

eu vou mudar
eu vou falar
eu vou cantar
eu vou gritar
eu vou te amar
eu vou dançar
eu vou virar
tudo que eu sempre quis
vou ser alguém
capaz de te
fazer
feliz

21 de abril de 2012

Mais um dia solitário

O problema às vezes é reparar que nada acontece
esse ridículo caminho que percorremos sem poder parar parece em círculo
O problema é reparar que tudo se repete.
olho para tras e vejo que em um ano nada mudou
após tantas perguntas continuo cheio de dúvidas
após tantas paixões continuo só
após milhões de chances, tentativas frustradas
continuo sendo incapaz de fazer certas coisas
continuo sendo incapaz de falar certas coisas
continuo sendo incapaz de falar certas coisas
incapaz de resolver meus problemas
O problema é pensar que fazemos nossa vontade
que nossa vida é consequencia dos atos
que somos fracos e só temos rimas fracas
O problema é ver que a felicidade escapa.
no caminho, objetivo onde podemos parar

nos pomos em sentido, vemos que não há sentido
e voltamos a dar voltas no quadrado no horário
o problema é olhar pra trás em mais um aniversário
ver tudo repetido em mais um dia solitário
nessa hora rimar não tem graça, o calor não aquece
O problema às vezes é reparar que nada acontece.

1 de abril de 2012

tao liberdade

melhor do que fingir
não me abalar com nada
é então deixar fluir
lágrimas alcoolizadas