De dentro da forma travada presa
que só uma coluna torta sustenta
eu triste ponho agora sobre a mesa
Toda essa dor que tanto me atormenta
Mesmo com essa paixão que em mim está acesa
Mesmo com a mente, de moral sedenta
por medo, por vergonha e incerteza
Tipo nenhum de atitude arrebenta
Procuro diferença no padrão
procuro me isolar da solidão
Em vão, porque eu não quero me encontrar
Porque eu não quero me encontrar em vão
Porque eu não quero procurar em vão
Porque não agüento mais me acorrentar
Procuro satisfazer vontades paradoxais
Mas não me satisfaço
O que fazer? Não sei mais
1 de maio de 2009
15 de abril de 2009
Certeza
Certeza!
Ela é.
Se ela não é lésbica eu não sou...
eu...
eu não sou...
eh...
enfim, ela não é lésbica.
Ela é.
Se ela não é lésbica eu não sou...
eu...
eu não sou...
eh...
enfim, ela não é lésbica.
3 de abril de 2009
2 de abril de 2009
2ª pessoa
Pra que partir por ti,
Se partiste meu coração
Nos separando?
Pra que partir por ti,
Se paraste
Com nossa relação?
Nem pra voltar
Quer que eu parta
Já estou farta
De ti judiando de mim
Toda dor ainda flui por minhas veias
E para meu rim
Saíste com uma segunda pessoa
Agora só consigo falar assim
Cafajeste
Fizeste comigo
O pior
Traste
Tu me deixaste
tão só
Ainda vens
Me dizer que queres que eu deixe
minha casa, minha vida
Indo embora contigo para o nosso bem
Desculpe, mas eu não consigo
Ser tão estúpida assim
Vou seguir só
Existem limites para o meu sim
Se partiste meu coração
Nos separando?
Pra que partir por ti,
Se paraste
Com nossa relação?
Nem pra voltar
Quer que eu parta
Já estou farta
De ti judiando de mim
Toda dor ainda flui por minhas veias
E para meu rim
Saíste com uma segunda pessoa
Agora só consigo falar assim
Cafajeste
Fizeste comigo
O pior
Traste
Tu me deixaste
tão só
Ainda vens
Me dizer que queres que eu deixe
minha casa, minha vida
Indo embora contigo para o nosso bem
Desculpe, mas eu não consigo
Ser tão estúpida assim
Vou seguir só
Existem limites para o meu sim
25 de fevereiro de 2009
Senti
Perdão, meu amor
Sem ti a solidão
Sem ti a sua falta
Sem ti muita dor
Sem ti o receio
Sem ti mais que medo
Sem ti não tem jeito
Da vida seguir
Sem ti não consigo
Sem ti não tem vida
Sem ti eu duvido
Sem ti não há fé
Sem ti vou de ré
Nem dou a partida
Sem ti a ferida
Aberta a doer
Sem ti o que fazer?
Sem ti nem existo
Sem ti tudo é triste
Sem ti não sou visto
Sem ti não sou nada
Sem ti, minha fada
em mim sua ausência
Sem ti a indecência
Sem ti a falência
Sem ti inexperiência
Sem ti a descrença
Sem ti dor imensa
Sem ti o que pensa
quem se sente assim
Sem ti tudo é não
imagino o sim
Sem ti nada é simples
Sem ti não aguento
Sem ti muito tempo
Sem ti vou chorar
Sem ti vou cair
No fundo do poço
Sem ti estou no chão
Sem ti eu não quero
as coisas da vida
assim como estão
Sem ti um grande furo
no meu coração
partido em sete
Sem ti o que promete,
assim, meu futuro
Não quero depois
Eu quero o agora
Vou botar pra fora
Sem ti vou falar...
— Sinto muito, volta pra mim.
Sem ti a solidão
Sem ti a sua falta
Sem ti muita dor
Sem ti o receio
Sem ti mais que medo
Sem ti não tem jeito
Da vida seguir
Sem ti não consigo
Sem ti não tem vida
Sem ti eu duvido
Sem ti não há fé
Sem ti vou de ré
Nem dou a partida
Sem ti a ferida
Aberta a doer
Sem ti o que fazer?
Sem ti nem existo
Sem ti tudo é triste
Sem ti não sou visto
Sem ti não sou nada
Sem ti, minha fada
em mim sua ausência
Sem ti a indecência
Sem ti a falência
Sem ti inexperiência
Sem ti a descrença
Sem ti dor imensa
Sem ti o que pensa
quem se sente assim
Sem ti tudo é não
imagino o sim
Sem ti nada é simples
Sem ti não aguento
Sem ti muito tempo
Sem ti vou chorar
Sem ti vou cair
No fundo do poço
Sem ti estou no chão
Sem ti eu não quero
as coisas da vida
assim como estão
Sem ti um grande furo
no meu coração
partido em sete
Sem ti o que promete,
assim, meu futuro
Não quero depois
Eu quero o agora
Vou botar pra fora
Sem ti vou falar...
— Sinto muito, volta pra mim.
4 de fevereiro de 2009
Vivo nada
A vida é o vazio
E visa a compreensão
de que tudo é nada
O nada da imensidão
Onde algo parece que cresce
Cravado imóvel num vaso sem água
A vida é um bosque sombrio
E eu sóbrio na escuridão
De madrugada na mata fechada
Só me abro pra uma melodia
Que de melancólica e sombria
Quase mata também
Eu sóbrio sem ninguém
No sólido solo que inexiste
Sinto o frescor de nada que bate
E uiva como o som que persiste
Lembro o sol e a felicidade
E como estragam toda a beleza
Da tristeza com a ilusão de existir
Que com sua fria energia derretem a cera
Das asas de minha imaginação
E com toda esta besteira
Não chegam à beira da existência em mim
Que incompetência!
Lembro bem, também, de quem
Sendo um pedaço de nada
Pra quem por nada muito nada fiz
Tornou a fala calada
Provou que não existo
E me fez feliz como nunca quis
E agora vou grato confessar
Não cumprir minha vida seu propósito,
Mas de propósito deixar
A noite sem fim cumprir seu papel
Fazer-me comigo fiel
E feliz em cantar pela madrugada
Ela que é nada, mas tudo pra mim
E visa a compreensão
de que tudo é nada
O nada da imensidão
Onde algo parece que cresce
Cravado imóvel num vaso sem água
A vida é um bosque sombrio
E eu sóbrio na escuridão
De madrugada na mata fechada
Só me abro pra uma melodia
Que de melancólica e sombria
Quase mata também
Eu sóbrio sem ninguém
No sólido solo que inexiste
Sinto o frescor de nada que bate
E uiva como o som que persiste
Lembro o sol e a felicidade
E como estragam toda a beleza
Da tristeza com a ilusão de existir
Que com sua fria energia derretem a cera
Das asas de minha imaginação
E com toda esta besteira
Não chegam à beira da existência em mim
Que incompetência!
Lembro bem, também, de quem
Sendo um pedaço de nada
Pra quem por nada muito nada fiz
Tornou a fala calada
Provou que não existo
E me fez feliz como nunca quis
E agora vou grato confessar
Não cumprir minha vida seu propósito,
Mas de propósito deixar
A noite sem fim cumprir seu papel
Fazer-me comigo fiel
E feliz em cantar pela madrugada
Ela que é nada, mas tudo pra mim
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